O que é e para que serve o briefing de vídeos?
O que é e para que serve o briefing de vídeos?
O que é e para que serve o briefing de vídeos?

O que é e para que serve o briefing de vídeos?

Carolina Reggiani
escrito por
Carolina Reggiani
Tempo de leitura: 5 minutos

O briefing é o primeiro passo do processo de criação de um vídeo. Na tradução do inglês, brief significa “breve”, portanto, esse documento é um resumo de todos os aspectos relevantes para a produção de um projeto – que pode ser um vídeo, uma peça publicitária, um texto, em suma, qualquer produto de criação.

O briefing é utilizado em todas as áreas e departamentos, podendo ser captado em uma conversa com o cliente, ou redigido pela área de atendimento das empresas e agências.

Na área de comunicação e marketing, um documento de briefing de qualidade organiza todas as informações enviadas pelo cliente, junto com as soluções geradas pelos profissionais de comunicação. O documento serve como uma âncora a qual ambas as partes têm acesso e devem se ater ao longo de todo o processo de produção do objeto brifado.

Com o audiovisual tornando-se líder em publicidade digital, mais do que nunca, é importante entender como fazer um bom briefing, já que ele é um documento imprescindível para o serviço de criação, e funciona como uma ponte entre os clientes e as produtoras, alinhando todos os envolvidos no projeto.

Agora que você já entendeu o que é um briefing e qual é a sua importância, acompanhe como criá-lo em seu trabalho.

Como funciona e o que contém um briefing?

O briefing de vídeo pode ter diversos formatos, dependendo da necessidade do projeto. Aqui na Voxel Digital, seguimos o seguinte modelo base, adaptando quando necessário. Dá uma olhada!

1. Capa

A capa transmite uma boa impressão pelo design e organiza as principais informações sobre o projeto. É especificado o cliente, o nome do projeto, o título do vídeo, a data de início, o prazo e o ID (se a agência trabalhar com códigos para os jobs) para facilitar a identificação do vídeo.

Todas essas informações serão descritas em detalhes no decorrer do documento. Continue a leitura!

2. Informações sobre o Cliente

A descrição da empresa do cliente é importante para trazer insights sobre o momento que ela está passando e qual é melhor estilo de vídeo para ela. Por exemplo, se é uma empresa tradicional que está se reinventando no meio digital ou uma nova empresa que deseja se colocar no mercado. Tudo isso pode ser descrito no briefing.

É imprescindível que os contatos dos dirigentes envolvidos no projeto constem logo no ínicio, facilitando a comunicação entre as partes quando necessário no decorrer da produção do vídeo.

3. Objetivos do vídeo

Nessa parte é apresentado o propósito da produção desse vídeo. O objetivo deve responder o porquê da produção do projeto e o que se espera de resultado. Outras informações pertinentes, como o problema a ser solucionado e a mensagem a ser transmitida também são descritas.

Os objetivos específicos facilitam a visualização e trazem com clareza o que deve ser feito para alcançar o resultado desejado.

O documento de briefing tem como objetivo alinhar todos os envolvidos no projeto. (Arte: Juliana Polastri)
O documento de briefing tem como objetivo alinhar todos os envolvidos no projeto. (Arte: Juliana Polastri)

4. Informações e sugestão para roteiro

Para nossos clientes captarem nossas principais ideias e referências, criamos essa seção adaptada no briefing: uma pré-sugestão de roteiro (como um esqueleto do roteiro). Apesar de opcional, ela pode auxiliar na comunicação com cliente já no início do projeto, resultando em menos ajustes posteriormente.

Essa sugestão é feita a partir do que o cliente transmite na reunião de briefing e de referências pertinentes à criação do roteiro. A partir dos objetivos do vídeo, a maior quantidade de dados possível é colhida para a elaboração de um roteiro rico e direto ao ponto.

A prévia do roteiro já mostrará as principais ideias e palavras-chave que a equipe pretende utilizar no roteiro final. Embora novas ideias possam surgir no decorrer do projeto (e sempre surgem!), essa primeira versão é um norte para onde o vídeo deve caminhar.

5. Veiculação do vídeo

Qual o canal de comunicação onde o vídeo será exibido? Redes sociais (Instagram, Facebook, Youtube, Linkedin, Whatsapp), TVs Corporativas de uma empresa; um telão, uma apresentação? Essas informações são importantes para a equipe de criação determinar as especificações técnicas do vídeo, como formato, resolução, proporções e etc, já que cada meio possui uma lógica diferente.

6. Público-alvo

A informação sobre qual é o público-alvo caminha junto com o objetivo dos vídeo. No caso, ela diz respeito a para quem o vídeo será produzido. Existe uma diferença entre o cliente, aquele que solicita o projeto, e o usuário a quem o vídeo é destinado (o “cliente do cliente”).

Na descrição do público-alvo é necessário levar em conta se será interno (colaboradores) ou externo à instituição. Muitas vezes, a empresa requerente já tem o perfil e a persona do público. Se não, é importante que a pesquisa seja efetuada, com coleta e análise desses dados. Essas informações servem como base para decisões e auxiliam no sucesso do vídeo.

7. Especificações técnicas

Como vimos no tópico 5, o canal de veiculação do vídeo define a maior parte dos aspectos técnicos de um vídeo. São características importantes para que os produtores possam criar a versão adequada para a finalidade do vídeo. Entre elas estão:

  • O tempo de duração;
  • O formato (vertical, horizontal ou quadrado);
  • A resolução (HD, FULL HD, 4K);
  • O arquivo de saída (.mp4, .mov).

Todos esses fatores influenciarão na visualização, qualidade da imagem e tamanho do arquivo final.

8. Estilo do vídeo

É fornecido um direcionamento à equipe audiovisual (roteirista, designer, motion, editor e cinegrafista) que irá criar e produzir o vídeo:

  • É identificada a técnica, como motion graphics e animação de personagem 2D ou 3D, filmagem, composição com fotos, whiteboard e afins.
  • A partir da técnica, a equipe é capaz de definir a linguagem visual que melhor atende ao projeto.
  • Também consta os elementos visuais que vão compor o vídeo, como logos e ícones, lettering, imagens e ilustrações.
  • O estilo narrativo é utilizado pelo roteirista, como storytelling, tutorial ou branding e irá influenciar todos os aspectos do vídeo.
  • Os aspectos sonoros são adicionados quando necessário, como locução, trilha ou efeitos sonoros.

Veja como funciona a animação e edição de vídeos profissionais!

9. Recursos e equipamentos para gravação

Essa seção é utilizada conforme o projeto. Quando a proposta demanda a filmagem de cenas internas ou externas, todos os equipamentos necessários são listados. Entre eles estão câmeras, lentes, microfones, gravadores, iluminação, fiação e acessórios diversos. Os recursos humanos, como atores e produtores, também podem ser contabilizados aqui.

Isso auxilia a organização e garante que os profissionais e equipamentos estejam disponíveis na data de gravação.

10. Processos e Cronograma

O processo de produção é dividido em diferentes fases e arquivos entregáveis, que vão desde o briefing à entrega final do vídeo. Uma visualização limpa e com cores auxilia no fácil entendimento de todos esses passos. É adicionado, então, uma tabela nomeando os responsáveis e o prazo de cada uma fase.

Processo de vídeo motion da Voxel Digital.
Processo de vídeo motion da Voxel Digital.

Essas duas etapas podem ser feitas juntas, mas optamos pela divisão, para garantir uma melhor compreensão do processo por todas as partes envolvidas, o que garante o cumprimento de tarefas no tempo estipulado.

11. Informações adicionais e Referências

Aqui são compilados os links, arquivos e referências para a produção do vídeo. São sempre informações que sustentam os outros tópicos. Podem ser referências de identidade visual do cliente, ou sugestões de paleta de cores e enquadramentos, técnicas de animação e tudo que aflore a imaginação.

Próximo passo

Após a aprovação do briefing pelo cliente, a produção do vídeo é sequenciada. As etapas mais utilizadas são de moodboard, roteiro, storyboard e styleframe. Fique ligado nas redes sociais para não perder esses próximos temas aqui no blog da Voxel Digital!

Quantos e quais tópicos você utiliza na hora de fazer um briefing? Conte nos comentários!

Autor

Carolina Reggiani
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