Tudo sobre o planejamento de TVs Corporativas
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Tudo sobre o planejamento de TVs Corporativas

Daniela Leite
escrito por
Daniela Leite
Tempo de leitura: 6 minutos

Se você já percebeu o valor de uma TV Corporativa e deseja implantá-la em sua empresa, essas dicas podem te ajudar no planejamento e execução

Planejar previamente uma TV Corporativa é essencial para garantir o sucesso da implantação do projeto. Um caminho é começar pesquisando dentre os colaboradores o que eles pensam sobre a comunicação digital e o que gostariam de ver nas telas, além de quais conteúdos poderiam ajudá-los a agilizar o trabalho.

Ao contrário de e-mails e blogs corporativos, o consumo da informação transmitida pelas TVs não depende de uma atitude voluntária de clicar para ler. As telas ficam como plano de fundo, e garantem que os colaboradores visualizem as informações assim que elas aparecem. Essa é uma vantagem em questão de aumento da absorção de conteúdo.

Utilize essa vantagem como estratégia para a entrega de informação dinâmica aos diversos setores da empresa. Os conteúdos podem ir desde informativos internos, até cotações do mercado financeiro, gestão de negócio e notícias de economia, política e temas relacionados ao universo corporativo.

A partir dessa base, você poderá acrescentar as sugestões fornecidas pelos colaboradores nas pesquisas internas, focando nas mais populares e aderentes. Além de pensar no conteúdo, é preciso também checar alguns pontos importantes que mostraremos a seguir.

Planejamento de sua TV Corporativa

Aprenda nesse post o que planejar antes de montar sua TV corporativa. (Arte: Diana Coelho)
Aprenda nesse post o que planejar antes de montar sua TV corporativa. (Arte: Diana Coelho)

1. Mapeamento de pontos de instalação

As TVs corporativas precisam estar presentes em locais de circulação e visibilidade, para os informes gerais chegarem a todos. Um primeiro ponto de instalação podem ser as áreas comuns da empresa, como salas de espera, reuniões, lounges e refeitório.

Outra estratégia é a segmentação da comunicação, personalizando o conteúdo para cada departamento que receberá a TV. O software de gerenciamento das TVs permite criar grades de conteúdos diferentes para cada tela, por isso, é possível aproveitar bem esse espaço para as diversas necessidades comunicacionais que as áreas podem apresentar.

Como exemplo, em uma fábrica, as TVs na área técnica podem conter mensagens de segurança do trabalho e estoque; diferentemente da administração, que precisará de informações de gestão.

Portanto, mapeie os diferentes pontos de instalação em seu projeto e programe o conteúdo para cada público da empresa.

2. Escolha da tecnologia

Após as noções iniciais das necessidades de sua empresa, chega o momento de contatar as empresas de tecnologia de Digital Signage para a elaboração de um projeto de instalação. Há duas partes principais a serem consideradas: o hardware e o software. O hardware seria a parte física: monitores e equipamentos necessários para a recepção da sinalização digital. A outra parte, o software, é a plataforma onde é feito o upload dos arquivos a serem transmitidos na TV. A maioria das TVs corporativas funciona pelo sistema online e não por satélite.

empresas que oferecem o pacote completo de serviços, desde as telas até o software, contando com equipes de instalação e help desk. Para optar por um serviço com segurança, avalie os recursos oferecidos por cada empresa, como as funcionalidades da plataforma de gerenciamento, as possibilidades de integração com portais de notícias, a existência de templates pré-prontos para a inserção de conteúdo e a interatividade oferecida pelas telas, dentre outros fatores competitivos.

Quanto ao hardware, é possível fazer um levantamento sobre:

  • Quantidade de telas a serem instaladas;
  • Dimensões: há a possibilidade de serem video walls, que funcionam com a união de várias telas, ou “stand alone”, que consiste em um único monitor. Pode variar também o tipo de tela, entre LCD ou painéis de LED de alta resolução;
  • Resolução de imagem, como Full HD e 4k;
  • A demanda por interatividade nas telas, por exemplo, função multi-touch; ou a presença de beacons, que são pequenos dispositivos que emitem sinais bluetooth que, captados por smartphones, funcionam como gatilhos para uma ação;
  • Necessidade de software para transmissões ao vivo;
  • Sensor de presença ou dispositivo de reconhecimento facial;
  • A complexidade da ambientação necessária, que determina a forma de instalação das telas a fim de que elas se encaixem perfeitamente no ambiente.

3. Planejamento de programação

Além do que já mencionamos no tópico 1 quanto à personalização dos assuntos tratados na TV para cada área, também é preciso planejar:

  • A periodicidade de criação de novos conteúdos;
  • Os formatos a serem empregados (vídeos, imagens, templates)
  • A abordagem a ser utilizada, quanto à linguagem e tom de voz;
  • A identidade visual, que envolve o design dos templates, as cores utilizadas, etc.

Defina uma equipe de conteúdo (própria da empresa ou terceirizada), que poderá criar um cronograma e um guia para essas questões.

Uma tendência que nossos experts têm observado para TVs corporativas é a integração do sistema com agências de notícias, como a Thomson Reuters e UOL, e com sites de meteorologia e trânsito, como Climatempo e Waze, para a exibição de conteúdos atualizados sobre acontecimentos globais, clima, e cotações financeiras. Pode ser algo interessante para uma renovação constante de sua grade de programação, intercalada com os conteúdos institucionais. Se optar por esse processo, será necessário algum tipo de assinatura desses portais, algo a ser pesquisado nessa fase.

Outra integração possível é com o portal interno e redes sociais da empresa. Assim, a tela pode funcionar como um feed RSS, que mostra as últimas atualizações desses canais.

4. Definição dos canais

A definição dos canais é um passo importante para o preparo adequado de conteúdos que deverão ser transmitidos em cada TV, principalmente se a instituição contar com mais de uma TV Corporativa.

Para fazer a denominação dos canais, basta pensar para qual “categoria” de público a TV se destina e em que ambiente ela funcionará. Por exemplo: uma TV voltada aos colaboradores, instalada em salas de trabalho, pode conter um “Canal Funcionário”, “Canal Colaborador”, ou algum nome semelhante. Ela transmitirá conteúdos específicos para esse público.

Uma outra situação seria quando houvesse necessidade de segmentar o conteúdo para cada departamento dentro de uma empresa, ou seja, transmitir conteúdos diferentes para setores que demandem informações diferenciadas. Nesse caso, somente o “Canal Funcionário” não seria suficiente, seriam precisos mais canais, designados por departamento.

Já uma TV localizada em recepções e salas de espera, voltada ao público que visita a empresa, deve mostrar vídeos institucionais, conteúdos de entretenimento e pertinentes às pessoas de fora da empresa, diferente do “Canal Funcionário”, mais voltado ao operacional. Esse canal poderá se chamar “Canal Visitante”, por exemplo.

Portanto, a divisão por canais permite criar playlists apropriadas para diferentes TVs dentro de uma mesma instituição. Com canais bem definidos, é possível segmentar a comunicação corporativa de acordo com os objetivos para cada ambiente e público.

5. Estipulação das métricas

Essa etapa é importante para antecipar as formas de comprovar o ROI (Retorno sobre Investimento) das TVs corporativas. As métricas são dados muito valorizados pelos gestores, pois servem como parâmetro para provar por “a mais b” os resultados gerados pela comunicação interna.

Além de pesquisas qualitativas com seus colaboradores a respeito da satisfação com as TVs, avaliando sua opinião sobre o que acham da programação televisiva do seu ambiente, é possível mensurar a eficiência das TVs a partir de relatórios do sistema de Digital Signage.

Junto aos monitores, é possível instalar dispositivos como sensor de presença e reconhecimento facial, que detectam quantas pessoas passaram pela TV, quantas olharam para a tela e até mesmo movimentos realizados. Esses recursos são importantes não só para a contagem, como também para detectar os horários de maior movimentação, os conteúdos mais vistos, o tempo que as pessoas passam olhando para a tela, se estão assistindo vídeos até o final, e por aí vai.

Conclusão

Esse é o passo a passo básico para planejar as TVs corporativas. Vimos nesse post o que um projeto básico de Sinalização Digital demanda, mas é importante ressaltar que cada empresa pode personalizar ainda mais cada um dos aspectos de sua TV, pois podem haver diferentes necessidades comunicacionais.

Também é importante que o responsável pelo projeto divulgue internamente na corporação a ideia do lançamento da TV corporativa, para engajar os colaboradores com a proposta, além das equipes envolvidas na execução, como o pessoal de endomarketing, TI e RH. Assim, quando as telas forem instaladas, todos estarão mais preparados e receptivos.

Nossos consultores estão à disposição para tirar qualquer dúvida e avaliar um projeto para você. Entre em contato conosco ou deixe um comentário!

Autor

Daniela Leite
Daniela Leite

Jornalista por formação, especialista em conteúdo, acredita no potencial da informação para transformar o mundo.

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